Conselho para quem tem potencial

Os jovens (e não só eles) dizem que têm muito potencial, mas nem todos passam à ação.

E o potencial parado de nada serve.

Imagine que alguém tenha em casa uma quantidade enorme de dinheiro em notas e esteja com fome e com a dispensa e a geladeira vazias. Enquanto o dinheiro não for convertido em comida, haverá fome.

O potencial é como o dinheiro nesta pequena anedota. Mas diferentemente do dinheiro, o potencial não diminui conforme o uso — ele aumenta, pois novas possibilidades surgem conforme há execução.

Outra anedota é da criança que ganhou um tênis muito bonito e ficou com pena de usá-lo por medo de sujar. O tempo passou, a criança cresceu, o pé também, e o tênis deixou de servir.

Igualmente, o potencial pode se perder com a recusa de agir. Certas oportunidades passam, e aquele potencial era útil justamente naquele momento favorável; depois, ele não serve mais.

O problema

Estar excessivamente atento ao próprio potencial é uma forma sofisticada de vaidade, em que se troca a vivência real da dificuldade pela imaginação de um sucesso futuro.

Esse estado reflete uma alta autoestima, mas indevida, não houve ação. São como pessoas que têm apenas uma semente e já se imaginam donas de uma árvore frondosa.

O conselho

A atenção deve sair do potencial para focar na execução de ações concretas.

Conforme houver execução, é natural encontrar dificuldades e frustrações, mas elas devem ser transcendidas em vistas de um objetivo.

Primeiro, escolha um objetivo claro e trace planos (mesmo que provisórios) para alcançá-lo, até que haja ações concretas para realizar hoje.

Por exemplo, um estudante que deseje fazer um curso no exterior deve primeiro se informar dos requisitos, depois procurar dinheiro ou bolsas de estudos, deve estudar a língua, deve procurar recomendações de seus professores atuais e assim por diante.

Dentre todas as coisas, há as ações do final da cadeia e outras do começo.

O estudante deverá focar primeiramente no que pode fazer hoje em vistas daquilo que fará no futuro, por exemplo, começar o estudo da língua por um aplicativo.

Um desafio

Escolha a menor ação possível hoje e execute-a sem esperar sentir motivação.

E amanhã faça igual, e um pouco mais.


Terapia para resolver, e não enrolar

Você sabe o que precisa mudar, mas sente que algo te trava. Até sabe qual o problema, mas não tem idéia de como começar.

Eu entendo essa dor. Já estive exatamente na mesma posição: anos me debatendo com questões que não conseguia compreender nem resolver sozinho.

Fui paciente, me entreguei ao processo e conquistei a normalidade e a paz que tanto buscava. Você pode conquistar isto também.

Hoje, como terapeuta, sei que não há soluções mágicas nem fórmulas prontas. O que ofereço é um processo sério, estruturado e personalizado, com ferramentas práticas e base teórica sólida para que você tome decisões melhores e sofra menos.

Não é só você que tem dificuldades. Muitas pessoas precisam de ajuda, e os temas que os pacientes mais trazem são:

  • Ansiedade
  • Traumas
  • Relacionamentos amorosos ou familiares
  • Luto
  • Sexualidade
  • Compulsões e dependências
  • Falta de sentido da vida

Talvez seu problema seja similar a outro, talvez seja super específico. De qualquer quer maneira, eu sempre considero que cada paciente é único, cada problema é singular, com nuances inéditas.

Pela terapia é possível reencontrar o caminho, ganhar uma nova perspectiva e, em muitos casos, resolver esses problemas definitivamente.

Tudo começa com uma decisão simples: pedir ajuda.